Cameli renuncia ao governo do Acre e confirma candidatura ao Senado

Decisão foi oficializada à Assembleia dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), renunciou ao cargo nesta terça-feira, dia 24, para disputar uma vaga no Senado nas Eleições 2026. A decisão foi formalizada em mensagem enviada à Assembleia Legislativa e passa a valer no dia 2 de abril, quando a vice-governadora Mailza Assis (PP) assume o comando do Estado.

A renúncia segue a exigência da legislação eleitoral, que determina o afastamento de governadores até seis meses antes do pleito para que possam concorrer a outro cargo.

Na mensagem encaminhada ao presidente da Assembleia, Nicolau Júnior, Cameli mencionou o período à frente do governo e agradeceu o apoio recebido.

“Descerei as escadas do Palácio Rio Branco satisfeito, com a certeza do dever cumprido e com a convicção de que o Acre de hoje é muito melhor e tem um caminho pavimentado para seguir se desenvolvendo”, disse.

A decisão já havia sido anunciada no dia 9 de março, durante um evento em Rio Branco. Na ocasião, Cameli confirmou que disputaria o Senado. Mailza Assis também informou que pretende concorrer ao governo do Estado.

O encontro reuniu representantes de partidos como PP, União Brasil, PL, Podemos, Solidariedade, PDT, PSDB, PRD, DC e Cidadania.

Desempenho em pesquisa

Em uma pesquisa divulgada no último dia 23, realizada pela Delta Agência de Pesquisa, Gladson Cameli aparece com 28% no cenário consolidado para o Senado, à frente de Márcio Bittar, com 20,21%, e Jorge Viana, com 13,62%.

O levantamento ouviu 1.006 eleitores entre os dias 16 e 21 de março, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é AC-08354/2026.

Cameli é réu no STJ

Cameli é réu em ação penal no Superior Tribunal de Justiça por suspeitas de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Parte das provas foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal e o julgamento segue sem conclusão. Medidas cautelares, como restrição de contato com investigados e retenção de passaporte, continuam em vigor.

Veja também:

Operação Purgare mira grupo suspeito de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro no Acre

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