Casa de Vidro do BBB 2026 tem Marciele Albuquerque Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso

A Casa de Vidro do Big Brother Brasil 2026 ganhou forte representatividade amazônica com a presença de Marciele Albuquerque, indígena Munduruku, artista do Boi Caprichoso e ativista ambiental. Instalado no Sumaúma Park Shopping, Zona Norte de Manaus, o espaço coloca candidatos sob observação dos visitantes, que definem quem ingressa oficialmente no reality da Rede Globo.

Natural de Juruti, no Pará, Marciele carrega conexão direta com suas raízes indígenas e transforma essa identidade em expressão artística, social e política. No Festival Folclórico de Parintins, considerado a maior manifestação cultural da Amazônia, ela interpreta o item Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso, figura que simboliza a mulher indígena, a ancestralidade e a resistência amazônica.

Fora da arena do Bumbódromo, Marciele atua em defesa dos povos indígenas e do meio ambiente. Participou de agendas como a Marcha das Mulheres Indígenas, a Semana do Clima de Nova Iorque e o Youth4Climate, na Itália, o que ampliou seu alcance no debate climático e na valorização dos povos originários. Em suas redes e projetos, utiliza a comunicação como ferramenta de mobilização e denúncia de pressões sobre a Amazônia.

A atuação social também faz parte de sua trajetória. Desde 2017, Marciele é madrinha da ação Natal Solidário – Um Gesto de Amor, realizada na comunidade ribeirinha São Francisco do Caramuri, na área rural de Manaus, iniciativa voltada ao apoio de populações tradicionais.

No Caprichoso, Marciele construiu carreira artística de mais de uma década. Antes de assumir o item Cunhã-Poranga há nove anos, integrou o Corpo de Dança Caprichoso e chegou a atuar como substituta de Porta-Estandarte. A dança se tornou plataforma de afirmação cultural e identidade.

Como comunicadora e influenciadora, Marciele ampliou o alcance das pautas amazônicas ao colaborar com marcas nacionais e internacionais e atuar como embaixadora de campanhas como Amazônia de Pé, sempre associando imagem e discurso à floresta, à cultura indígena e ao protagonismo feminino.

“Trago comigo não apenas um sonho pessoal, mas a história, a cultura e a resistência de um povo inteiro. A Amazônia é viva, diversa e protagonista no cenário nacional” afirma Marciele.

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