O ex-senador Mário Couto afirmou que uma articulação política impediu sua filiação ao Partido Novo no Pará e atribuiu a movimentação ao adversário Dr. Daniel Santos. Segundo ele, a suposta interferência ocorreu nos bastidores, no momento em que já havia alinhamento para entrada na legenda, o que levou ao rompimento imediato.
Durante uma entrevista, Couto afirmou que deixou de confiar no partido após o episódio e decidiu não seguir com a filiação. Ele classificou a situação como uma ruptura negativa e disse que não faz mais parte do Novo. O ex-senador também descreveu o caso como uma “traição vergonhosa”, ao alegar que houve mudança de posição após o acerto político.
“O Partido Novo não me inspira confiança, não faço mais parte desse partido”, afirmou.
Na sequência, ele associou a situação à atuação direta de Daniel Santos. Couto disse que o adversário estaria incomodado com sua pré-candidatura e teria atuado para barrar sua entrada no partido. Para ele, a movimentação indica disputa antecipada no cenário eleitoral do estado.
“Daniel está desesperado com a minha pré-candidatura, tem muito que aprender ainda na política”, declarou o ex-senador.
PL também foi criticado
O ex-senador também retomou críticas ao Partido Liberal, legenda que deixou antes da tentativa de filiação ao Novo. Ele afirmou que a saída ocorreu por divergências internas e pela condução política no Pará. Couto disse que deputados federais da sigla optaram por apoiar candidaturas de esquerda, mesmo diante de denúncias de corrupção, e criticou a ausência de candidatura própria.
“O PL sempre no Pará esteve rachado, existem brigas graves internas entre deputados federais, estaduais e vereadores. O PL, hoje, no Pará é uma casa de ciúmes e mal administrado”, apontou conflitos internos entre parlamentares e classificou o ambiente como desorganizado.
Mesmo fora das duas legendas, Couto afirmou que mantém o projeto eleitoral que é defender uma agenda de direita e que pretende apresentar propostas voltadas ao que considera prioridades para o Pará.
O prazo de filiação partidária para as eleições de 2026 foi encerrado em 4 de abril. Com o rompimento, a situação eleitoral de Couto passa a depender de eventual análise da Justiça Eleitoral, caso ele tente alegar prejuízo no processo de filiação para buscar uma exceção ao prazo.
Novo se pronunciou
Em nota, o Partido Novo informou que adota critérios rigorosos na escolha de candidatos, especialmente em disputas majoritárias. A sigla afirmou que a avaliação sobre o nome de Couto envolveu instâncias nacionais, após surgirem preocupações durante o processo.
O partido também citou indícios de articulações políticas envolvendo o ex-senador e o atual governo estadual, além de relatar tensão interna nas discussões. Diante do cenário, a legenda decidiu recuar e afirmou que não admite interferências externas nem práticas que comprometam o processo político.






