Ex-servidora do TJ do Pará é investigada por suspeita de ligação com o Comando Vermelho

Apuração envolve possível colaboração com facção criminosa em Belém e integra ofensiva que cumpre 293 mandados em 15 estados

Uma ex-servidora do Tribunal de Justiça do Pará é investigada por suspeita de colaborar com o Comando Vermelho em Belém, durante a Operação Força Integrada, deflagrada nesta quarta-feira, 18 de março, em 15 estados do país.

A ofensiva cumpre 112 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão contra organizações envolvidas com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Segundo as informações da operação, a investigação no Pará inclui a apuração do possível apoio da ex-servidora ao grupo criminoso. As autoridades não detalharam a função que ela exercia nem de que forma teria ocorrido a suposta colaboração, mas o caso passou a integrar um dos focos da ofensiva nacional.

A inclusão de uma ex-integrante do sistema de Justiça entre os investigados é tratada como um dos pontos de atenção da operação, por envolver possível acesso a informações institucionais. Até o momento, não há confirmação sobre o período em que ela atuou no órgão nem se já havia sido desligada à época dos fatos investigados.

A Operação Força Integrada reúne a Polícia Federal, além de polícias civis e militares, em uma ação coordenada para desarticular organizações criminosas com atuação em diferentes regiões do país. As investigações miram estruturas ligadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas e à lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de luxo, incluindo um Porsche 911 avaliado em cerca de R$ 1 milhão, além de armas, dinheiro em espécie e joias. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de bens e a suspensão de empresas ligadas aos investigados.

As ações se estendem a outros estados. Em São Paulo, os alvos estão ligados ao Comando Vermelho. No Paraná, a operação mira integrantes do Primeiro Comando da Capital. Em Pernambuco e no Maranhão, as investigações atingem grupos com atuação regional, incluindo bloqueio de ativos que chegam a centenas de milhões de reais.

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