Roraima registra maior taxa proporcional de pessoas desaparecidas no Brasil em 2025

Foram 577 pessoas desaparecidas em 2025, incluindo 296 crianças e adolescentes

Em 2025, o estado de Roraima apresentou a maior taxa proporcional de pessoas desaparecidas entre todas as unidades da federação, com 78,1 casos por 100 mil habitantes, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esses números colocam o estado à frente de outras unidades como Distrito Federal e Rio Grande do Sul nesse indicador. 

No total, foram contabilizados 577 registros de pessoas desaparecidas em Roraima ao longo de 2025. Essa soma representa uma média próxima de dois casos por dia no período. 

No recorte etário, 296 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos foram dados como desaparecidos em Roraima em 2025, o equivalente a cerca de 40 casos por 100 mil habitantes nessa faixa de idade. Essa taxa é a maior no país quando comparada por habitantes entre os estados brasileiros no mesmo grupo etário. 

Taxa de localizações

De acordo com o levantamento, 248 pessoas que haviam sido registradas como desaparecidas em Roraima foram localizadas em 2025. Entre elas, 144 eram crianças e adolescentes até 17 anos. A taxa de localização no estado ficou em 33,57 pessoas localizadas por 100 mil habitantes no período analisado. (Folha BV)

A comparação com o ano anterior mostra crescimento nos registros estaduais. Em 2024, Roraima havia registrado 528 casos de pessoas desaparecidas, e os números de 2025 representam um aumento de cerca de 9,28% no total de ocorrências. (Folha BV)

Panorama nacional

Os números de Roraima estão inseridos em um contexto mais amplo no Brasil. Em 2025, o país registrou 84 760 pessoas desaparecidas, de acordo com dados compilados pelo Sinesp, o maior total da série histórica desde que os números começaram a ser consolidados.  A taxa média nacional geral alcançou 39,71 casos por 100 mil habitantes em 2025. 

Em termos proporcionais, após Roraima aparecem o Distrito Federal, com 74,6 casos por 100 mil habitantes, e o Rio Grande do Sul, com 67,7 por 100 mil habitantes. 

Os números citados são gerados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que consolida registros de boletins de ocorrência sobre pessoas desaparecidas enviados pelas secretarias de segurança pública de todos os estados e do Distrito Federal. 

Veja também:

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