O Theatro da Paz, em Belém, completa 148 anos no próximo domingo (15) e terá programação gratuita voltada à visitação pública, com foco na difusão de sua história e de seu patrimônio artístico. A iniciativa prevê visitas guiadas com mediação cultural, promovendo a interação dos visitantes com os principais espaços do equipamento.
As visitações gratuitas seguem até 15 de fevereiro. De segunda a sexta-feira, o atendimento ocorre das 9h às 17h; aos sábados e domingos, das 9h às 12h, com intervalos de uma hora entre os grupos.
Segundo a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, a gratuidade integra a política de ampliação do acesso aos equipamentos culturais. Ela destacou que, em 2025, foi oficializada a candidatura conjunta dos Teatros da Amazônia — Theatro da Paz e Teatro Amazonas — à Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, como parte de uma estratégia de valorização do patrimônio histórico-cultural do Pará.
Fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o ciclo econômico da borracha, o Theatro da Paz preserva características arquitetônicas e artísticas originais, mesmo após intervenções ao longo do tempo. O espaço é reconhecido por elementos como a acústica, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos, obras de arte e detalhes decorativos com aplicação de ouro. Classificado entre os Teatros-Monumentos do Brasil, abriga os corpos artísticos Amazônia Jazz Band (AJB) e Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP).
Em 2025, o teatro registrou público superior a 70 mil pessoas em cerca de 180 espetáculos. As apresentações da AJB e da OSTP reuniram aproximadamente 14 mil espectadores. Além da programação interna, os grupos também se apresentaram em equipamentos culturais e espaços públicos, como Usinas da Paz, escolas, Nova Doca, Parque da Cidade e municípios do interior, com o objetivo de ampliar o acesso cultural.
O XXIV Festival de Ópera incluiu estreias mundiais das produções “Cobra Norato – Terras do Sem Fim” e “I-Juca Pirama – Aquele que Deve Morrer”, atraindo mais de quatro mil espectadores. O evento contou ainda com cooperação institucional com teatros de outras capitais, entre eles o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
No âmbito patrimonial, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou, em janeiro de 2025, a candidatura dos Teatros da Amazônia à Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O processo incluiu atividades técnicas como oficinas, seminários e visitas de representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). A recomendação técnica deve ser encaminhada à Unesco em março, com avaliação final prevista para julho, durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, com representação brasileira do Iphan, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores.






