A Justiça decidiu manter presos os policiais militares Devany Gomes dos Santos, 55, e Cláudio Roberto Nunes Gomes, 41, investigados por possível participação no assassinato do mototaxista Jefferson Lima Borges, de 25 anos. A audiência de custódia ocorreu na quarta-feira, 11, e preservou a detenção por ao menos 30 dias para a conclusão do inquérito.
Os dois permanecem custodiados na sede do 4º Batalhão da Polícia Militar e estão à disposição do Poder Judiciário. Eles passaram por exame de corpo de delito após o cumprimento dos mandados.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o prazo corresponde ao período considerado necessário para finalizar as diligências em andamento.
O corpo do mototaxista foi localizado na madrugada de 21 de setembro de 2025, às margens da TO-181, entre Sandolândia e Araguaçu, ao lado da motocicleta. A hipótese inicial levantada era de acidente de trânsito.
A Polícia Civil, entretanto, identificou perfurações provocadas por disparos de arma de fogo e alterou a natureza do caso para homicídio. A partir daí, a apuração passou a reunir indícios de autoria e suspeitas de interferência na preservação de provas, incluindo vestígios digitais.
Antes da morte, em julho do ano passado, Jefferson procurou o Ministério Público do Tocantins e relatou abordagens abusivas, ameaças e a retenção do próprio celular por policiais da região. Ele afirmou temer represálias.
Após a denúncia, foram requisitadas informações à corporação. Não houve confirmação de registro formal da apreensão, e o aparelho acabou devolvido.
Mandados e afastamentos
Durante o avanço das investigações, em novembro de 2025, a Polícia Civil cumpriu buscas em quartéis e afastou quatro militares. Um dos pontos citados foi a possível omissão de informações relevantes no atendimento inicial da ocorrência.
Entre esses dados estaria o relato de testemunha que afirmou ter visto veículo com características semelhantes às de viatura policial passando próximo ao local pouco antes de o corpo ser encontrado.
A Polícia Militar informou que deu cumprimento às determinações judiciais e acompanha o andamento do processo nas esferas criminal e administrativa. Segundo a instituição, providências internas podem ser adotadas caso irregularidades sejam confirmadas.
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