Um ajustador mecânico de 45 anos, identificado como F.M.M.F., foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Estado de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Rorainópolis, acusado de estuprar o enteado, uma criança autista de 10 anos. A prisão ocorreu na última segunda-feira, dia 16, na sede do município, após investigação rápida da equipe.
De acordo com o delegado de Rorainópolis, Rick da Silva e Silva, o crime chegou ao conhecimento da unidade policial após o tio da vítima comparecer à delegacia para registrar Boletim de Ocorrência, na noite de domingo, dia 15, denunciando os fatos.
Segundo apurado nas diligências, a criança reside com a mãe e o padrasto, porém os avós maternos moram nas proximidades e auxiliam nos cuidados. No dia 15 de fevereiro, o menino estava na casa da avó quando saiu sozinho e foi até a oficina do investigado, a aproximadamente 200 metros, local onde ocorreram os fatos.
Ao retornar à residência da avó, a criança apresentava dificuldade para caminhar, estava suja e queixava-se de dores e desconforto. De forma inocente, relatou que estaria “assada” por causa do padrasto. Ao realizar a higiene da criança, a avó percebeu sinais compatíveis com violência sexual, momento em que a família decidiu procurar a Polícia Civil.
Diante da gravidade das informações, o delegado determinou diligências imediatas à equipe da SIOP (Seção de Investigação e Operação) da Delegacia, que realizou a rápida localização e prisão do suspeito. Foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante (APF) contra o investigado, que negou as acusações. A mãe da vítima foi intimada para prestar esclarecimentos. Em depoimento, confirmou o relacionamento com o investigado, com quem possui três filhos, negando conhecimento dos abusos.
A vítima foi encaminhada para atendimento especializado, inserida na rede de proteção e, atualmente, encontra-se sob os cuidados e guarda da avó.
Durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira, dia 17, o Poder Judiciário homologou a prisão em flagrante e a converteu em prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou o risco concreto à vítima, a convivência domiciliar com o investigado, a inexistência de medidas protetivas vigentes e a vulnerabilidade extrema da criança, que possui TEA (Transtorno do Espectro Autista), além da ausência de demonstração de capacidade protetiva por parte da genitora. Também foi determinada a coleta de material biológico do investigado para inserção no banco nacional de perfis genéticos, conforme previsão legal.O acusado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
“A equipe da Polícia Civil agiu com rapidez, realizou as diligências necessárias, localizou e prendeu o acusado. A pronta atuação da equipe de Rorainópolis foi essencial para a adoção imediata das medidas judiciais e para a proteção da vítima”, destacou o delegado.
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