Professores da rede municipal de Ananindeua confirmam greve a partir de 4 de março após impasse sobre reajuste

Categoria realizou ato em frente à prefeitura e contesta percentual de 6% anunciado pelo prefeito Daniel Santos; sindicato afirma que proposta discutida poderia chegar a 10,4%

Professores da rede municipal de Ananindeua realizaram, nesta quarta-feira, 25, um ato em frente à prefeitura, onde reafirmaram a decisão de iniciar uma greve a partir do dia 4 de março. A paralisação foi aprovada após divergência entre a categoria e a Prefeitura sobre o percentual de reajuste salarial.

Segundo o sindicato, nas negociações teria sido apresentada a proposta de aplicar um acréscimo fixo de 5% acima do reajuste nacional do piso do magistério, que neste ano foi de 5,4%, o que levaria o índice total a 10,4%. No entanto, o percentual anunciado pela prefeitura foi de 6%, valor que, na avaliação da entidade, não corresponde ao que vinha sendo discutido na mesa de negociação nem garante recomposição das perdas acumuladas pela categoria.

Durante o ato, o coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), Beto Andrade, criticou o índice anunciado pelo prefeito Daniel Santos (PSB) e afirmou que a proposta não representa avanço real na valorização da categoria.

“O reajuste anunciado não supera o que tivemos no ano passado e não representa uma política efetiva de valorização dos trabalhadores da educação. Desde o ano passado essa categoria vem se mobilizando, buscando diálogo, tentando negociar e avançar, mas o governo tem empurrado as discussões de uma reunião para outra sem apresentar uma proposta concreta que atenda às nossas reivindicações”, declarou.

Segundo Andrade, o anúncio do percentual ocorreu em meio à mobilização da categoria e não contemplou o que vinha sendo tratado nas negociações anteriores.

“O prefeito só se manifestou porque sentiu o clima nas escolas. A categoria já vinha se organizando e deixando claro que estava preparada para o enfrentamento. Não podemos aceitar uma proposta que não garante recomposição das perdas nem valorização real do magistério”, afirmou.

O dirigente também mencionou que profissionais enfrentam pressões durante o movimento. “Sabemos que não será fácil. Há relatos de assédio nas escolas, de ameaças e de tentativas de desmobilização. Mas não podemos nos dobrar a esse tipo de prática. Precisamos estar firmes para garantir nossos direitos e exigir respeito”, disse.

A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Ananindeua para solicitar posicionamento sobre a mobilização e as declarações do sindicato e aguarda retorno.

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