Em Roraima, o botijão de gás de 13 quilos pode chegar a R$ 180 em comunidades indígenas de Uiramutã, no Norte do estado, valor que coloca a região entre os pontos mais caros do país para compra do produto. Na sede do município, o botijão custa em média R$ 150, enquanto o preço de referência estadual, usado pelo governo federal no cálculo do Auxílio Gás, é de R$ 135,70, o maior do Brasil.
Conforme comerciantes do município, o valor é pressionado pelo custo do frete e pela dificuldade de acesso a áreas remotas, o que encarece a distribuição e eleva o preço repassado ao consumidor. Em municípios do extremo Norte, a logística se tornou um dos principais fatores para o gás custar acima da média nacional.
Diante disso, o impacto recai diretamente sobre famílias de baixa renda, sobretudo em regiões mais isoladas, onde o botijão se tornou um dos itens básicos mais caros do orçamento doméstico. A alta se soma a aumentos em energia, alimentação e outros serviços essenciais.
Pressão sobre o GLP
Entre os fatores que ajudam a explicar o avanço dos preços estão a cotação internacional do petróleo, a valorização do dólar, reajustes tributários e o custo do diesel usado no transporte. Como parte do GLP consumido no país depende do mercado externo, oscilações internacionais também chegam ao preço pago pelo consumidor.
Na Região Norte, o custo do produto já supera a média brasileira. Enquanto o botijão é vendido no país por cerca de R$ 110,38, a média regional está em R$ 125,71, com Roraima e Tocantins entre os estados com maiores valores praticados.
Por causa das distâncias e do transporte para áreas de difícil acesso, o preço em localidades do interior ultrapassa até mesmo a média estadual. Em Uiramutã, comerciantes afirmam que parte do valor é referente às despesas para levar o produto de Boa Vista até o município e, em alguns casos, até comunidades indígenas.






