Uma mulher que se passava por advogada, identificada como Jacilena Furtado Ramalho, de 31 anos, foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Pará nesta quinta-feira (22), em Baião, no Baixo Tocantins, suspeita de aplicar golpes ao cobrar valores de vítimas por processos judiciais que nunca existiram.
Segundo a investigação, a falsa advogada se apresentava como representante de escritórios de advocacia da cidade e da região para dar aparência de legalidade às abordagens. Ela prometia andamento, prazos e conclusão de ações judiciais que não existiam nos sistemas oficiais da Justiça.
As vítimas eram orientadas a realizar pagamentos via Pix para uma conta bancária em nome da própria suspeita. Pelo menos quatro pessoas já foram identificadas, mas a Polícia Civil não descarta que o número seja maior.
A apuração aponta que a mulher mantinha contato contínuo com as vítimas, repassando informações falsas sobre supostas movimentações processuais, o que prolongava o golpe e resultava em novos repasses de dinheiro.
Durante as diligências que levaram à prisão, policiais apreenderam celulares, documentos e comprovantes de transações bancárias, que agora serão analisados para aprofundar as investigações.
A mulher deve responder pelos crimes de estelionato, fraude eletrônica e falsidade ideológica. O caso é acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil no Pará. Até a última atualização, a defesa da investigada não havia sido localizada.
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